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Normalmente são bem falantes, vestem-se bem (?) e arrogam-se, no alto de sua torre de marfim. Dizem, olhem para mim, como quem se guarda ao espelho, depois de barbear-se E de terem comido a mulher à socapa, enquanto esta ainda dorme, Aproveitando tal passividade e sujeição, a que as obrigam, Para assim atenderem à vontade do coto, insistente e ameaçador, Lembrando-lhes ainda, com pertinácia, de como seu estatuto, Enquanto classe média-alta, deve ser preservado sem quaisquer delongas ou esmorecimentos, Fruto de sua origem mui nobre, como animais procriadores de bons genes que são.
Um sentido de humor, que é tudo menos natural, transforma-lhes A rigidez do traço, que passa do pálido promíscuo ao deslavado, Numa questão de segundos e já sorriem do mesmo, inda a historieta, Mal acaba de nascer, se lhes vai nas cordas vocais (Antes acabaram de sair de seus chalés, passando por um qualquer Café, onde possam ficar bem visíveis, e já impregnaram o papel do Jornal, Da manhã, com os perfumes mais agressivos que é dado a conhecer ao olfacto Humano, desde que esta cada vez mais mísera e fútil condição teve a sua Existência, por ocasião do Big Ban).
Tal recolher de informação, de nada lhes serve porém, para se tornarem Em Jornalistas comedidos, com sua humildade, Imparciais com a dos outros e discípulos do bem esclarecer.
Agora acentuo eu: Mas que raio importa esclarecer ao Português, não temos nós aí, o profícuo Euro, Do Dois Mil E Quatro?!...
(Agressões!?... Na Final, Da Taça, De Portugal!?... Não!!!... Mas deu???… Na Televisão???... Ai sim!?... Houve um MORTO!?... À NAVALHADA!?... Não terá sido de uma qualquer EMOÇÃO, mais insistente? Por exemplo, não estaria a VITIMA, A escutar o Relato Radiofónico e como devesse ainda estar a fazer a sua Digestão, do Almoço, Tal foi-lhe FATAL?... Não?!... Não é nada, meu caro!, isso foi a daqueles energúmenos, os que entraram no relvado, do Alvalade XXI E limitaram-se, no Recinto Desportivo, a fazerem uma corrida de Vinte Metros e por aí nos ficámos. Sabe bem, o meu amigo, de como a Nossa S, I, C, está Atenta, ao pronto esclarecimento, de seus Telespectadores, já viu três, quatro dedos, de minha mão, A correrem, feito desalmados, tronco nu e em directo – essa do directo é outra –, a má imagem Que isso traz para o nosso querido país?!... Eu cá acho que, na minha pouca sabedoria, Fizeram muito bem, em mostrar-nos, tais cenas de horror).
– “BEMVINDO!!!..” (Na nossa Língua, extremamente bem cuidada e porque os Políticos pensam Sobretudo, em quem neles votou).
E então os direitos exclusivos, para nosso gáudio, Dum tal de Pinto Da Costa (miséria! o homem, lê poesia!!!), que nos ensina E lembra-nos, de como ser Português É baixar as calças passivamente, para nos roubar com mais facilidade (a inteligência! É aqui, em particular, que me sinto extremamente ofendido e lesado), não é isto Uma Prestação De Serviços Inestimável, da Tã Adorada Televisão, dos: Situacionistas, Institucionalizados…, com Certeza?...
Bem… aproveitando que aqui tenho comigo, esta novíssima Cannon, Ganha num dos últimos concursos, da S, I, C, nove horas, trinta minutos e como trouxe A minha Kawasaki, vou ali atrás daquele carro, que passou agora mesmo, com o Bibi, No banco de trás, do veículo, arriscando uma perseguição Hollywoodesca, Afim de enviar o rolo fotográfico, com as imagens da entrada e da saída, do dito Transporte rodoviário, da infame criatura, para a Informação das Vinte Horas, menos Um Minuto…
Mais adiante, afianço que relatarei as restantes peripécias, do nosso Portugal Cultural… Basta ver que temos um filho, de uma mui digníssima Poetisa Portuguesa, como Jornalista, De alguns Periódicos, sem Crédito algum, então… e porque não eu? Contento-me bem, com bem pouco, Migalha ou côdea…
Jorge Humberto (19/05/2004)
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